Domingo, 2 de maio (já)? Êta, o tempo está correndo, já estamos quase no meio do ano. Essa expressão, "o tempo está correndo" sempre me impressionou porque , se pensarmos bem, minutos são minutos, horas são horas, enfim, o tempo é sempre aquele que é. Nossas atividades, muitas vezes excessivas, é que fazem com que o tempo pareça diminuir.
E não posso deixar de pensar na responsabilidade que temos para com o tempo, que é um dom que Deus nos dá, de como o aproveitamos ou o desperdiçamos, seja com o nosso trabalho bem feito, com atividades úteis, com boas amizades, com a ajuda que damos ao próximo, com um divertimento sadio, com uma leitura que nos eleva, ou com conversas que nada acrescentam à nossa vida, com coisas inúteis, com fofocas que detratam a vida do próximo, com divertimentos nocivos, com o rancor que guardamos às vezes por uma tolice, enfim, enquanto estamos aqui somos como que "senhores" do nosso tempo. Ele pode ser usado para o bem ou para o mal.
Nunca esqueço um soneto que meu pai , homem pequeno nas letras mas grande nos pensamentos costumava citar para mim. Não recordo o nome do autor, mas as palavras aí estão para serem objeto de meditação:
Deus pede estrita conta do meu tempo,
e eu vou, do meu tempo dar-lhe conta;
para dar minha conta feita a tempo,
o tempo me foi dado e não fiz conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
que gastei sem conta, tanto tempo?
Não quis, sobrando tempo fazer conta,
hoje, quero dar conta e não tenho tempo.
Ò vós, que tendes tempo sem ter conta,
não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidar, enquanto é tempo, em vossa conta.
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo
quando tempo chegar, de prestar conta,
chorarão, como eu, o não ter tempo.
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