quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Uma viagem de sonho!


Alô, queridos amigos,
há dois meses não nos encontramos, mas dessa vez nem eu nem o computador estivemos "fora de forma" não, eu estive fora, isso sim, recebendo a benção de participar  de uma viagem. Uma viagem de sonho. Mas que foi real! E quero dividir com vocês um pouco dessa alegria.

Londres: vista do Big Ben e do Parlamento

acompanhada é melhor
  Tentarei fazer isso saboreando sem pressa os encantos de cada cidade porque nem me canso eu e nem vocês. Assim, uma vez por semana estarei aqui falando um pouco de cada uma das nove cidades visitadas. É claro que em nenhum momento tenho a pretensão de dar informações sobre a importância comercial ou política ou historica de cada uma delas, ou de falar do que representam no cenário mundial. São somente “pinceladas” de turista, é somente a minha apreciação, meus pensamentos, minhas reflexões sobre essa magnífica viagem e o meu ponto de vista de como vi esses lugares.

Uma viagem é sempre um enriquecimento cultural e espiritual, seja pelos conhecimentos que adquirimos, pelos amigos que fazemos, pela vida que se pode viver por uns dias fora dos muros domésticos, como pelas lindas paisagens e lugares que vemos. Esta viagem, então, foi maravilhosa por ter sido realizada num lindo e confortável navio, por nos ter transportado a paragens distantes e por nos dar a oportunidade de ver lugares e coisas que só conhecíamos através de livros e imagens de televisão.

A companhia não podia ter sido melhor, pois estávamos em família; éramos quatro irmãos com seus respectivos companheiros e mais um casal de amigos de longa data, isto no meio de um grupo de quase 70 pessoas que mesmo não sendo ainda conhecidas, eram da mesma cidade e o conhecimento e companheirismo se tornaram fáceis.

A empresa organizadora da viagem, amplamente conhecida pela competência e responsabilidade, presente na pessoa de seu diretor e assistente, com quem já mantínhamos laços de amizade e confiança quando da realização de outras viagens, completou o ambiente propício para que tudo se desenrolasse da melhor forma possível.

E assim após uma breve passagem por Lisboa, rumamos para LONDRES, a linda e cosmopolita cidade tão cheia de ícones mostrados e imaginados, finalmente agora pessoalmente conhecidos: o Big Ben, o Parlamento, o Palácio Real, a London Tower, o London Eye, o enorme movimento das ruas, o transito caótico, o passeio de barco pelo Tamisa, os ônibus vermelhos de dois andares, as velhas cabines telefônicas num ponto ou noutro ainda conservadas, enfim, uma cidade que precisaríamos de muito mais tempo para conhecer e apreciar, mas que fica na nossa recordação, colocada lá num cantinho da mente, mas bem em evidência como possibilidade de (quem sabe)? voltar ainda uma vez para melhor conhecê-la, para travar mais conhecimento com essa cidade tão cheia de tradições, de passado, de história .

Transportados ao Porto de Dover, lá encontramos o lindo navio que nos levaria a outras cidades através do Mar Báltico . O Norwegian Sun é realmente um exemplo de modernidade, de conforto, de luxo. A sensação de estar navegando, nos faz pensar nos antigos navegadores que enfrentavam o mar em condições adversas, sem conforto e sem segurança, muitas vezes disputando batalhas, enfrentando frio e doenças, e confrontar com aquela “mordomia” que estávamos vivenciando parecia injusto.

Chegamos a COPENHAGEN, a linda e elegante ilha capital da Dinamarca, rica em historia e tradição, cidade organizada, limpa, bonita (pena que estava chovendo, o que apagou um pouco o brilho da visita),cheia de gente bonita, de pessoas altas, louras, bem proporcionadas, de prédios e monumentos que falam de um passado distante e de uma gente dinâmica e corajosa que sabe manter os encantos de sua cidade através dos séculos.O transito é organizado e respeitado. Eu pessoalmente não fui ao Tívoli, já o tinha visitado em outra viagem, mas na verdade, não teria retornado, é um Parque, bonito, organizado, mas um Parque. Vimos os quatro Palácios da realeza, localizados em uma praça, um em cada ângulo, sem grande luxo exterior. Esculturas que contam a historia da cidade através de suas lendas, e das estatuas de seus heróis. A “Pequena Sereia,(Hans Christian Andersen) um dos símbolos da cidade,que eu já vira em outra ocasião, não estava na cidade, pois havia sido levada para a exposição mundial em realização na China . Em seu lugar somente uma réplica.


monumento às vitimas do Holocausto


marco da localização do muro

Navegamos em seguida até o Porto de Warnemünde onde encontramos o ônibus que nos transportaria a BERLIM. A grande e linda cidade oasis verde-azul,cheia de parques, zonas verdes,avenidas arborizadas, cortada pelos rios Havel e Spree formando uma paisagem de encher os olhos. Visitando hoje esta metrópole tão dinâmica, torna-se difícil pensar que foi praticamente destruída durante a segunda guerra mundial, que já passou por tanto sofrimento , quando toda a ordem foi subvertida, que se realizaram perseguições, mortes, isso para lembrar somente o passado mais recente, e hoje ver essa fervilhante capital cheia de turistas, de gente feliz que passeia pelas suas ruas, que fica nos parques aproveitando os últimos raios de sol do outono, precisa-se voltar à historia para entender o significado das marcas do Muro de Berlim, do Monumento ao Holocausto, da Igreja que foi reconstruída mas que por opção do arquiteto manteve a torre bombardeada, a que os berlinenses chamam jocosamente de “molar cariado”. Tudo em Berlim fala da sua historia, os monumentos, os palácios, os nomes nas fachadas nos remetem a reis e nobres que fizeram parte da historia da Alemanha e dessa cidade. Posar para uma foto sob a Porta de Brandemburgo foi algo inesquecível. Tenho de deixar registrado que o que mais me impressionou foi o Monumento ao Holocausto: não pude deixar de elevar a Deus uma prece e dedicar um profundo pensamento de dor e solidariedade aos milhões de judeus sacrificados na Segunda guerra e ali representados.
Uma coisa porem é muito clara: a “ordem e progresso” dessa linda cidade, desse país reconstruido e de cabeça erguida vêm de políticas sérias, de um povo politicamente consciente que sabe reivindicar os seus direitos, que faz escolhas adequadas dos seus representantes, não faz pacto com o erro, que participa das decisões e do desenvolvimento com coragem , vontade e amor pela sua pátria. A volta, no onibus que nos levava ao navio foi realmente um momento de reflexão.

 Na próxima semana retorno com outras cidades.