quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FINALMENTE MOSCOU!

Finalmente, MOSCOU!


O navio em que viajávamos aportou em S. Petersburgo, e fomos de avião para Moscou. Um avião que não dava em nada a sensação de segurança, e isso para mim que já sou meio apavorada com viagens de avião, foi horrível, mas, deixa pra lá...não estou aqui contando a história? Pois é. Fui e voltei.          

                                                        
Não posso dizer que conheço MOSCOU. No máximo posso dizer que lá estive. Tinha uma enorme curiosidade de conhecer essa cidade, pois mesmo sabendo que era bonita, a idéia que tinha da Rússia em geral era de comunismo ateu (que tanto se falava na minha época de estudante), de perseguições religiosas e políticas, de guerras, de pessoas que morriam nas prisões, e, mesmo num período mais próximo do nosso tempo, na Segunda Guerra Mundial,conhecia a saga dos soldados que sucumbiam de fome e de frio durante os rigorosíssimos invernos, e ainda das “escaramuças “ sangrentas já no Sec XX, de províncias em luta pela liberdade.    


Sabia também da importância das dinastias, dos governantes reais, dos czares, sabia de princesas e rainhas, de coroações e assassinatos, de Ivans e Dimitris, de Anastasias e Rasputins, de Gorbachevs e Perestroikas,enfim, romances lidos na juventude, filmes e documentários assistidos, ajudavam a manter a idéia desse país longínquo que nunca, mesmo em sonhos, havia imaginado visitar.



Não podia acreditar que estivesse pisando em solo russo. Parecia um sonho. E eu pensava e dizia para mim mesma: “abre os olhos, olha o que é possível, aproveita as poucas horas que vais passar aqui”. Já no ônibus que nos transportava do aeroporto à parte mais importante da cidade, podíamos apreciar as “dachas”, casas que eram construídas no campo para serem usadas nos finais de semana e cujos terrenos eram doados pelo regime comunista aos membros importantes do Partido. As cúpulas de catedrais, (há muitas em Moscou), lembrando a importância do cristianismo para esse povo, construções lindíssimas, cúpulas azuis, douradas, coloridas, numa policromia de encher os olhos.



Ao longo do caminho, se descortinavam aos nossos olhos lindas construções, catedrais belíssimas, (dizem que Moscou é a terra das catedrais enquanto que S. Petersburgo é a terra dos museus), prédios de apartamentos, o antigo se misturando ao moderno. Nosso guia russo, falava muitíssimo bem o português, usando inclusive, expressões muito nossas, o que nos ajudava a entender melhor o que é aquela cidade, como vive aquele povo.



Nos dirigíamos ao Kremlin, conjunto arquitetônico central de Moscou, coração da cidade e símbolo da sua grandeza. Suas muralhas dão uma impressão de força e poder e são o inconfundível modelo de fortificação da Europa Medieval. Foram construídas entre 1485 e 1495 e têm ao longo do seu perfil 18 torres de combate que se erguem numa extensão de 2235 metros. A visão é grandiosa! Catedral de S. Basilio, Catedral da Dormição, o tumulo de Lênin, testemunha do antigo regime comunista, o metrô, verdadeira obra de arte, (infelizmente só conseguimos ver duas estações), enfim, precisaríamos de pelo menos uma semana, para descobrir, visitar, admirar tudo o que de bonito tem aquela cidade. Mas as horas passaram rápidas e já nos chamavam para retornar ao ônibus que nos levaria ao aeroporto para retornarmos a S. Petersburgo e ao nosso lindo navio. Meu Deus, nãaaaao!!! De novo naquele avião? Fazer o que?

Ah esperar um pouco para conhecermos a simpática e fria Helsinque, novas paisagens, novos estilos, continuando essa maravilhosa viagem de sonhos ...