sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E AÍ, VAMOS CONTINUAR A VIAGEM?

Tallin

Oi, pessoal, vamos lá que o navio vai partir, estamos nos deslocando mais para o norte, rumo à cidade de Tallin. O frio está aumentando um pouco, estamos no outono e as temperaturas não obstante os belos dias de sol estão diminuindo dando já uma noção do que será o frio durante o inverno por essas paragens.


Vendedora de doces típicos
Chegamos agora a TALLIN, capital da Estonia , a pequena e charmosa cidade medieval que nos transporta em pensamento a tempos passados ; ir à Cidade Velha , caminhar sobre as pedras tornadas arredondadas pela ação do tempo e de milhares de pés que ali já pisaram ao longo dos séculos, ver as velhas construções,algumas ainda do Sec XI, as ruas estreitas, as moças vestidas com trajes típicos vendendo os doces regionais, parecia retornar no tempo,viver na Idade Média, mesmo que o comércio também movimentado, os bares e restaurantes, as lojas bonitas, a parte moderna, mostrem uma cidade cheia de vida, caminhando para o desenvolvimento, para o futuro, sem deixar de cultuar o passado, aliás, aprendendo mesmo com ele.

Tallin

Muito desenvolvido o comércio do âmbar (resina vegetal fossilizada), algumas vezes de cor amarelo claro, outras cor de conhaque, outras ainda até esverdeada, vendido nas dezenas de lojas sob a forma de brincos, colares, pulseiras, pingentes dos mais diversos modelos que muitas vezes parecem verdadeiras jóias e são mesmo, a julgar pelo preço cobrado em euros.

Mas o dia terminou e é hora de retornar ao navio, não sem antes passar na feirinha que fica na beira do cais com tantas, tantas coisas lindas! Pena que aquelas roupas de frio, luvas, écharpes, casacos, não sejam úteis para ser usados aqui em Fortaleza! No entanto, toalhas e caminhos de mesa delicadamente bordados com motivos natalinos, e lembrancinhas de todo o tipo foram ocasião para a “turma” fazer a festa!

Agora é embarcar ,jantar, ir ao teatro no navio, divertir-se e ir dormir esperando o momento de desembarcar em São Petersburgo, a linda cidade russa cortada pelo rio Neva que suavemente vai correndo através da cidade, banhando-a e embelezando-a, sem dar demonstração das três horríveis inundações ocorridas em 1724, 1824 e 1924 e outras menos graves que “tentavam aniquilar este prodígio de beleza, mas Petersburgo persistia.”

Rio Neva - S. Petersburgo


Catedral de santo Isaac - S. Petersburgo
É uma cidade que deixa perceber o cuidado com que foi construída. São Petersburgo é plana e linda. As construções de arquitetura claramente russa , fazem lembrar que ela já foi a capital do Império Russo e “personificação e gloria do Estado Russo”.Situada sobre ilhas do rio Neva, a cidade – conhecida como “Veneza do Norte” – começou a ser construída em 1703, sob Pedro, o Grande. Foi a capital imperial do país até a Revolução Russa, em outubro de 1917, da qual foi palco. Em homenagem a Lênin, seu nome foi mudado para Leningrado em 1924, mas voltou a ser chamada de São Petersburgo, em 1991.

Nós a visitamos numa manhã de sol o que dava mais brilho à magia visível daquela cidade. As pontes, as largas avenidas, o Cais da Universidade, a belíssima Catedral de S. Pedro e S. Paulo, cuja construção lembra um barco tendo como mastro uma elevada agulha dourada em cujo cimo está colocada a figura de um anjo, patrono da cidade. Esta “torre” pode ser vista de longe. Aliás, por falta de tempo foi assim que a vimos, de longe. Visitamos, porém, a belíssima Catedral de Santo Isaac onde está o ícone milagroso da virgem de Tikhvin, que há mais de cinco séculos, é uma defensora da fronteira noroeste da Rússia. É um dos mais venerados ícones ortodoxos e havia permanecido fora do país por 63 anos .

Museu Ermitage - tela de Leonardo da Vinci -(A Virgem da Flor)

Os prédios belíssimos lembram a gloria do império russo, a riqueza dos czares, e mais que tudo o belíssimo museu ERMITAGE, verdadeira jóia da cidade, construído sob Catarina II, para ser o palácio dos soberanos. Escadas maravilhosas, salões magníficos e um acervo de deixar boquiabertos quantos o visitam, nada ficando a dever aos melhores museus do mundo. Foi emocionante olhar de pertinho obras dos grandes mestres da pintura, da escultura, como Leonardo da Vinci, Michelangelo,como de outros mestres holandeses, franceses, espanhóis, enfim, tudo de melhor que já se ouviu falar em matéria de arte e ouvir da nossa guia , uma linda jovem russa de traços perfeitos e que falava correntemente o português, as explicações , os simbolismos por trás das pinturas, como por exemplo, no quadro de Rembrandt “O filho Prodigo”, observar o filho ajoelhado aos pés do Pai e sendo por ele abraçado, estando em evidencia as duas mãos do Pai, notando-se uma diferença entre elas, e que uma seria uma mão masculina e outra feminina, para simbolizar que quando nos arrependemos pelas ofensas cometidas contra o Pai, o seu abraço é de Pai e de Mãe.

Muito me emocionou essa explicação e foi para mim motivo de meditação. Mas era hora de partir, amanhã iremos a Moscou e estou muito emocionada, pois desejo muito conhecer essa cidade.

Até a próxima semana!